sexta-feira, 21 de julho de 2017

Sputnik, darwinismo e a reescrita da história à la viés ideológico

"Vocês sabem que a União soviética saiu na frente dos Estados Unidos na corrida espacial, com o Sputnik, porque começou a ensinar Darwin desde cedo, na escola. Enquanto os Estados Unidos negava Darwin, inclusive tinha um deputado, que agora me foge o nome, fez uma campanha para desconstruir o pensamento cientifico de Darwin que, no entanto está cada vez mais vivo. Qual foi o resultado? A União Soviética saiu na frente na corrida espacial. Logo os Estados Unidos viu que perdeu, e voltou a ensinar Darwin desde lá nos primórdios da escola." Leonel Brizola (PSOL-RJ)

Eu sinceramente desconheço quem começou a propagar essa associação totalmente desprovida de qualquer fundamento. A teoria evolutiva não tem qualquer relação com foguetes ou façanhas espaciais. Identifiquei no entanto que se trata de uma reescrita histórica aos moldes do ativismo ideológico:

"Em nome desses ideais [marxistas] sacrificou-se, muitas vezes, a objetividade científica e a verdade histórica, criou-se, à margem da narração imparcial dos fatos, uma anti-história e uma 'paraciência'". José Arthur Rios, sociólogo.

Os Estados Unidos foram mal na corrida espacial pelo planejamento robusto, mas cuidadoso, que entretanto valorizava mais a vida humana enquanto os soviéticos ocultavam seus acidentes e falhas. O programa americano era robusto, mais difícil que o soviético, isso traria benefícios apenas uma década depois. Na verdade a opção mais robusta resultou em fracassos simultâneos ao sucesso soviético (Vanguard vs Sputnik). Ambos os projetos foram baseados nos desenvolvimentos de Werner von Braun, um criacionista (que ironia não?). Essa parte é excluída da história porque existe a necessidade do foguete depender do ensino da evolução nas escolas, é claro.

A realidade é que os EUA perderam miseravelmente em número de façanhas. Enquanto os americanos contavam com seus cientistas e alemães para o projeto espacial e nuclear, os russos contavam com seus próprios cientistas, outros alemães e espiões em praticamente todos os projetos. Os americanos mantinham certa vigilância sobre homens como von Braun e até mesmo Oppenheimer (diretor do Projeto Manhattan).

Todos os meus amigos “soviéticofilos” sabem e conhecem a surra aplicada pelos russos que inclui (colando aqui só o que consta na Wiki) primeiro míssil balístico intercontinental, o primeiro satélite artificial(1957), o primeiro animal no espaço (1957), o primeiro homem no espaço (1961), a primeira mulher no espaço, a primeira caminhada no espaço, o primeiro veículo a entrar em órbita solar (1959), o primeiro impacto na Lua (1959), a primeira imagem do lado escuro da Lua (1959), o primeiro pouso suave na Lua(1966), o primeiro satélite artificial da Lua (1966), o primeiro rover na Lua (1970), a primeira estação espacial, a primeira sonda interplanetária, entre outras coisas.

O que você aprendeu hoje? Três coisas:

1. Que na verdade essa narrativa é tendenciosa, o que houve foi uma oportunidade de se inserir a teoria no currículo (o que é justo visto que políticos não tem que decidir nada sobre isso).

2. Que ironicamente era um criacionista o cara que liderava o projeto espacial americano e já havia proposto em 1954 (três anos antes da Sputnik) o seu trabalho que foi rejeitado. Por fim, liderou o projeto que em 16 de julho de 1969 levou o homem à Lua.

3. Que as características dessa narrativa, repetida por aí, configuram ativismo sutil, o mais persuasivo e perigoso de todos. Isso tem raízes ideológicas da mesma natureza que o ativismo político.

Referência

[1] Leonel Brizola Neto na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.
[link]

Fonte: TDI Brasil

Apresentação - Ana Júlia


Primeiros 3 meses de vida da minha filha Ana Júlia, a nossa princesinha que o Criador da vida nos presenteou.

Museu de Israel (parte 2) - Evidências

Estado Islâmico, Israel, Religiões, Fé e Razão pelo Dr Rodrigo Silva

segunda-feira, 17 de julho de 2017

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Museu de Israel (parte 1)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

XXV Seminário "A Filosofia das Origens"- Porto Velho


Nosso próximo Seminário "Filosofia das Origens" será no período de 20 a 22/10/2017 em Porto Velho - Rondônia. Mais informações em breve no site www.filosofiadasorigens.org.br

História registrada nas rochas - Origens

sexta-feira, 7 de julho de 2017

1º Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica


Ocorrerá entre os dias 12 e 15 de outubro de 2017 no Unasp-Campus Engenheiro Coelho.

Com a participação dos seguintes palestrantes:

ADOLFO ROITMAN
Licenciado em antropologia, mestre em religiões comparadas e doutor em literatura e antigo pensamento judaico pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Curador dos Manuscritos do Mar Morto e diretor do Santuário do Livro no Museu de Israel. Participou de documentários para o National Geographic Channel.

ELI SHUKRON
Mestre em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Arqueólogo do Israel Antiquities Authority. Descobriu a Piscina de Siloé. Lidera escavações na Cidade de Davi.

DAVID SEDACA
Mestre em teologia, psicólogo pela Universidade de Harvard e professor de Pós Graduação de Judaísmo Messiânico do Instituto "Charles Feinberg" da Escola de Teologia de Nova York.

RODRIGO SILVA
Doutor em arqueologia clássica. Professor do UNASP e curador do MAB – Museu de Arqueologia Bíblica do UNASP. Apresentador do programa da TV Novo Tempo "Evidências".

JORGE FABBRO
Bacharel em Direito e Mestre em Arqueologia e Literatura Hebraica. Presidente da ABAMO - Associação Brasileira de Arqueologia do Mediterrâneo Oriental.

O tanque de Bethesda - Evidências

quarta-feira, 5 de julho de 2017

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